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Entender a inteligência artificial6 min de leitura

Google confirma bug: AI Mode com Gemini 3.8 Flash quase parou de citar fontes

Em 4 de setembro de 2026, Robby Stein, vice-presidente de produto da Busca do Google, confirmou que o novo modelo Gemini 3.8 Flash dentro do AI Mode quase parou de citar e linkar fontes em respostas, um comportamento diferente das versões anteriores. Entenda o que foi encontrado, por que isso reforça a instabilidade de depender de citação de IA como canal principal e o que fazer enquanto o Google corrige o problema.

Gianluca Ferro

Fundador da Ferro Labs e sócio da apareça.ai

Neste artigo

No dia 4 de setembro de 2026, Robby Stein, vice-presidente de produto da Busca do Google, confirmou publicamente que o Gemini 3.8 Flash, a versão mais nova de modelo disponível dentro do AI Mode, quase parou de mostrar links e citações de fontes em várias respostas. O caso foi levantado por analistas de SEO que compararam o mesmo tipo de busca entre modelos diferentes e viram o número de citações despencar de uma hora para outra. Entenda o que foi encontrado, por que o episódio importa mesmo sendo "só" um bug, e o que fazer enquanto o Google não lança a correção.

O que os analistas encontraram

O profissional de SEO Gagan Ghotra documentou vários exemplos de buscas no AI Mode em que o Gemini 3.8 Flash respondia sem citar nenhuma fonte, principalmente em perguntas de topo de funil, aquelas mais informativas e exploratórias, quando o usuário ainda está entendendo um assunto antes de decidir onde comprar ou contratar. Glenn Gabe, outro analista conhecido no meio, confirmou o padrão fazendo o teste lado a lado: a mesma busca, feita no modelo padrão do AI Mode e depois no Gemini 3.8 Flash. No primeiro caso, os links apareciam normalmente. No segundo, praticamente nenhuma fonte era citada, mesmo quando a resposta claramente usava informação de sites específicos para se montar.

A resposta do Google

Diante da repercussão entre profissionais de SEO, Robby Stein respondeu diretamente no X agradecendo o alerta e admitindo o problema: "isso não está funcionando como deveria, e vamos lançar uma correção em breve". Não foi dada uma data exata para o conserto, apenas a confirmação pública de que o comportamento é um erro de funcionamento e não uma mudança intencional de estratégia do Google para reduzir links de saída. A cobertura completa do episódio, incluindo os exemplos usados pelos analistas, pode ser conferida no Search Engine Roundtable.

O terceiro modelo Flash em seis semanas

O detalhe que mais chama atenção nesse episódio é a velocidade da troca de modelos. Segundo a cobertura da Search Engine Journal, o Gemini 3.8 Flash é o terceiro lançamento de modelo Flash dentro do AI Mode em apenas seis semanas, disponível para assinantes do Google AI Pro e Ultra em todo o mundo, acessível pelo ícone de "+" na barra de busca. Cada troca de modelo pode mudar de forma perceptível como a resposta é montada, incluindo se ela cita ou não fontes externas, o que torna qualquer teste feito hoje potencialmente desatualizado dentro de poucas semanas. Para quem acompanha de fora, sem acesso aos bastidores do Google, fica quase impossível prever quando a próxima mudança vai acontecer ou o que ela vai afetar. A cobertura do The Register resume bem esse ritmo acelerado de lançamentos como parte da corrida entre Google e concorrentes por modelos de IA mais baratos e rápidos.

Por que isso reforça um padrão já conhecido

Esse episódio não é o primeiro sinal de que a citação por IA é um alvo instável. Um levantamento recente já tinha mostrado que o ChatGPT muda de fonte sem avisar, fazendo uma empresa aparecer hoje e sumir amanhã, e outro estudo com milhares de buscas locais encontrou que o Gemini cita o próprio site da empresa em boa parte das buscas locais, mas de forma inconsistente entre consultas parecidas. O padrão se repete: diferente do Google tradicional, que costuma mudar de ranking aos poucos, ao longo de dias ou semanas, uma ferramenta de IA generativa pode alterar completamente quem ela cita de um dia para o outro, só por causa de uma atualização de modelo, sem nenhum aviso prévio a quem depende desse tráfego.

O que isso muda (e o que não muda) na sua estratégia

Para o dono de pequeno negócio, a notícia não pede nenhuma ação de emergência. Vale lembrar de três pontos antes de sair mexendo em algo:

  • O próprio Google tratou o caso como erro técnico, não como uma nova regra de produto, então a expectativa razoável é que as citações voltem ao padrão assim que a correção sair do forno.
  • Mesmo antes desse bug, estar bem posicionado no Google tradicional já não garantia aparecer citado pela IA, como mostrou um estudo apontando que apenas 38% das citações de IA vêm do top 10 de busca, então essa lacuna entre ranking e citação já era conhecida bem antes do Gemini 3.8 Flash.
  • Detalhes técnicos do próprio site continuam pesando na hora de uma IA conseguir ler e citar o conteúdo, como mostrou o teste que encontrou que links em JavaScript ficam quase invisíveis para IA, um problema que nenhuma correção do Google resolve por você.

O que fazer enquanto o bug não é corrigido

Como a citação de IA já é, por natureza, um canal instável e fora do seu controle direto, o mais produtivo é não construir toda a estratégia de visibilidade em cima dela. Vale continuar investindo no que o seu negócio realmente controla: um site com conteúdo claro, original e fácil de extrair, informações consistentes sobre o que a empresa oferece em todos os canais, e uma boa base técnica que funcione bem tanto para o Google tradicional quanto para qualquer IA que vier a citar seu site no futuro. É a mesma lição de sempre por aqui no apareça.ai: o que você controla rende mais do que tentar prever o próximo passo de um modelo de IA. Testar de tempos em tempos buscas do seu nicho diretamente no AI Mode, anotando qual modelo respondeu, ajuda a enxergar esse tipo de oscilação com os próprios olhos, sem depender só do que sai publicado nas notícias de SEO. E se um dia sua empresa parar de aparecer citada em uma busca que antes aparecia, vale lembrar desse episódio antes de tirar conclusões precipitadas: às vezes o problema não está no seu site, está numa troca de modelo acontecendo do outro lado.

Perguntas frequentes

O que aconteceu com o Gemini 3.8 Flash no AI Mode?

Usuários e analistas de SEO notaram que, ao usar o modelo Gemini 3.8 Flash dentro do AI Mode, o Google praticamente parou de mostrar links e citações de fontes em várias respostas, principalmente em buscas de topo de funil, diferente do comportamento do modelo padrão.

O Google confirmou o problema?

Sim. Robby Stein, vice-presidente de produto da Busca do Google, respondeu publicamente em 4 de setembro de 2026 dizendo que o comportamento "não está funcionando como deveria" e que uma correção seria lançada em breve, sem data exata.

Isso significa que o Google vai parar de citar sites no AI Mode?

Não. O próprio Google tratou o caso como um bug, não como uma mudança de estratégia. A expectativa é que as citações voltem ao padrão anterior assim que a correção for aplicada.

Por que isso importa para um pequeno negócio?

Porque mostra, na prática, que a quantidade de citação que um site recebe de ferramentas de IA pode mudar de um dia para o outro por causa de uma troca de modelo, sem nenhuma relação com a qualidade do conteúdo ou do site.

O que eu deveria mudar no meu site agora por causa disso?

Nada de urgente. O caminho mais seguro continua sendo cuidar dos fundamentos que ajudam tanto no Google tradicional quanto em qualquer IA: conteúdo claro e original, estrutura fácil de extrair e informações consistentes sobre o negócio.

Como posso saber se meu site está sendo citado pela IA?

Vale testar buscas relacionadas ao seu negócio diretamente no AI Mode e em outras ferramentas de IA de tempos em tempos, anotando qual modelo foi usado, já que o resultado pode variar bastante entre versões, como mostrou esse próprio episódio.