Site para psicólogo: aparecer sem esbarrar no Código de Ética
Você tem CRP ativo, atende bem e mesmo assim não aparece quando alguém procura terapia na sua cidade ou na sua abordagem. O que trava a decisão quase nunca é estética: é o medo de infringir o Código de Ética e responder a uma representação no Conselho Regional. A apareça.ai constrói o site partindo da norma vigente, e não apesar dela.
Em resumo
- Nome completo, CRP e número de registro visíveis, como o Art. 20 do Código de Ética exige de quem promove publicamente seus serviços.
- Nenhuma promessa de cura, nenhuma previsão de número de sessões e nenhum preço como chamariz; depoimento de paciente também fica de fora, por escolha editorial conservadora.
- Conteúdo sobre as dúvidas reais de quem procura terapia, de convênio e reembolso à diferença entre TCC e psicanálise, com texto no HTML e autoria identificada pelo CRP.
- Atendimento online descrito pela Resolução CFP nº 9/2024, que acabou com o cadastro no e-Psi: hoje o que se pede é registro ativo no CRP e capacitação para o serviço prestado.
O que o CFP permite e o que proíbe na sua divulgação
O Código de Ética Profissional do Psicólogo, aprovado pela Resolução CFP nº 010/05, não proíbe você de divulgar o seu trabalho. O Art. 20 trata de como divulgar quando você promove publicamente seus serviços, por quaisquer meios, e a primeira exigência é informar nome completo, o CRP e o número de registro.
Depois vêm as vedações, e elas são específicas. Não impedem um site. Impedem um tipo de site: o que vende com preço, promessa, comparação com colega e sensacionalismo.
A leitura dessas alíneas é o ponto de partida do projeto, não um parecer jurídico. Para os detalhes práticos usamos a cartilha de publicidade profissional do CRP-MG, revista em abril de 2026, que é orientação de um Conselho Regional e não norma federal. O Conselho da sua jurisdição (em Goiás, o CRP-09) pode ter orientação própria, e vale conferi-la. A responsabilidade ética continua sendo sua, e por isso cada texto passa pela sua aprovação antes de ir ao ar.
- Pode: divulgar a abordagem teórica, o público que você atende e os serviços que presta, desde que as técnicas estejam reconhecidas ou regulamentadas pela profissão (Art. 20, alínea c).
- Pode: citar títulos e qualificações que você efetivamente possui (alínea b).
- Pode: publicar conteúdo educativo. O Código não fala em site; o Art. 19 trata de quem participa de atividade em veículos de comunicação e pede zelo para que as informações disseminem o conhecimento sobre as atribuições, a base científica e o papel social da profissão. É a régua que adotamos para os artigos do seu site.
- Não pode: usar o preço do serviço como forma de propaganda (alínea d). A cartilha do CRP-MG lê isso de forma ampla e inclui primeira sessão grátis, desconto, pacote e promoção.
- Não pode: fazer previsão taxativa de resultados (alínea e). Nada de cura, alta em x sessões ou fim da ansiedade.
- Não pode: fazer autopromoção em detrimento de outros profissionais (alínea f) nem divulgação sensacionalista das atividades profissionais (alínea h).
- Não pode: propor atividades que sejam atribuições privativas de outras categorias profissionais (alínea g), como indicar ou ajustar medicação.
- Não pode: realizar diagnósticos, divulgar procedimentos ou apresentar resultados de serviços psicológicos em meios de comunicação de forma a expor pessoas, grupos ou organizações (Art. 2º, alínea q), o que se soma ao dever de sigilo do Art. 9º.
Tire o preço, a promessa e o depoimento: sobra conteúdo assinado com CRP
Repare no que essas vedações eliminam. Preço em destaque, promessa de resultado, comparação com colega e apelo sensacionalista são as alavancas que uma agência costuma aplicar na página de qualquer cliente. No site de psicólogo, cada uma delas esbarra numa alínea do Art. 20.
Depoimento de paciente fica numa zona cinzenta, e vale ser preciso sobre ela. A cartilha do CRP-MG admite o relato com identidade preservada ou com autorização expressa, mas diz que ele não é recomendado, sobretudo quando o foco é promover o profissional, e lembra que o compromisso com o sigilo é da psicóloga, não do paciente. A apareça.ai adota a leitura mais conservadora: o site não publica depoimento, print de conversa nem relato de caso. É uma escolha editorial nossa, não o texto literal da norma, e a decisão final é sua.
O que sobra é conteúdo que responde uma pergunta concreta sobre terapia, assinado por alguém identificável pelo nome e pelo CRP. Do lado do Google, isso tem respaldo documentado: a orientação da Central da Pesquisa sobre conteúdo útil recomenda informar a autoria com precisão, com assinatura onde o leitor espera encontrá-la. Os assistentes de IA não publicam a regra que usam para escolher fonte. É razoável supor que texto legível e autoria verificável ajudem, mas é hipótese, e se a sua página vai ser escolhida depende de quantos colegas da sua cidade já respondem as mesmas perguntas, o que só a medição mostra.
Para o psicólogo, então, GEO e AEO não são um enfeite vendido por cima do site. São uma das alavancas que o Código deixa inteiras, ao lado da indicação, do perfil no Google, das parcerias e dos convênios. O site é o lugar onde todas elas se encontram com o seu CRP na tela.
- Sem preço como chamariz: a página explica como a sessão funciona, e o valor é informado de forma reservada a quem entra em contato, como recomenda a cartilha do CRP-MG.
- Sem promessa: a página descreve o processo terapêutico, não o desfecho dele.
- Sem depoimento: a confiança vem de formação real, abordagem explicada em português e transparência sobre sigilo, recibo e reembolso.
- Com autoria identificada: nome, título de psicólogo, CRP e número de registro, que cumprem o Art. 20 e são também o tipo de informação de autoria que o Google recomenda deixar visível.
As perguntas de quem procura terapia que o seu site precisa responder
Quem está pensando em começar terapia raramente digita só psicólogo e pronto. Pergunta se o plano cobre, se deveria procurar psiquiatra antes, se psicanálise serve para ansiedade, se o que for dito na sessão fica em sigilo. E há quem já faça essas perguntas a um assistente de IA, descritas numa frase longa.
Quase nenhuma é clínica. São dúvidas de acesso, de convênio, de sigilo e de critério para escolher abordagem, e todas cabem numa página escrita por psicólogo sem ferir o Código.
Se o seu site não responde nenhuma delas, não existe página sua para ser recuperada quando alguém faz essa pergunta. Um post no Instagram também é indexado pelo Google, mas nele você não controla a URL, o título, os dados estruturados nem o que a plataforma faz com o conteúdo, e o texto de uma página sobre reembolso não cabe numa legenda.
Duas perguntas pedem cuidado ético. Quanto custa uma sessão é das mais feitas, e a página trata de recibo e reembolso sem transformar o valor em propaganda. Quantas sessões vou precisar se responde explicando o que influencia a duração do processo, nunca com um número, porque previsão taxativa é vedada pela alínea e.
- Psicólogo que atende Unimed em Goiânia, e a mesma pergunta com Hapvida, Amil, Bradesco e SulAmérica.
- Como funciona o reembolso de psicólogo pelo plano de saúde.
- Psicólogo ou psiquiatra, qual eu procuro primeiro para ansiedade.
- Qual a diferença entre TCC, psicanálise, humanista, ACP, junguiana e DBT.
- Terapia online funciona mesmo.
- O que esperar da primeira sessão de terapia e o que vão me perguntar.
- O psicólogo pode contar para alguém o que eu falo na sessão.
- Quantas sessões de terapia eu vou precisar fazer.
- Psicólogo que atende em casa ou fora do horário comercial.
As páginas que o site de um psicólogo precisa ter
O site de um psicólogo não é uma página única com foto, frase de acolhimento e botão de WhatsApp. Quem procura terapia decide por abordagem, por demanda, por formato de atendimento e por dinheiro, e cada uma dessas decisões merece a própria página.
A lista abaixo é o ponto de partida do diagnóstico, não um pacote fechado. Ela muda conforme o que você realmente pratica, porque anunciar abordagem que você não domina é problema de ética antes de ser problema de marketing: o Art. 1º, alínea b, limita a responsabilidade profissional às atividades para as quais você está capacitado pessoal, teórica e tecnicamente.
As páginas se apontam umas para as outras seguindo o caminho de quem procura terapia. Quem chega pela dúvida de reembolso encontra a explicação da sua abordagem, e quem chega pela página de TCC encontra o que acontece na primeira sessão e como funciona o sigilo.
- Home com nome completo, título de psicólogo, CRP e número de registro visíveis, e não escondidos no rodapé.
- Uma página por abordagem que você pratica de fato, como TCC, psicanálise, ACP, junguiana ou DBT. Técnica específica, como EMDR, entra só se você tiver formação nela; segundo a cartilha do CRP-MG, o EMDR foi classificado pelo sistema de análise de compatibilidade do CFP como prática psicológica compatível.
- Uma página por demanda atendida: ansiedade, depressão, luto, terapia de casal, infantil, adolescente, TDAH, escrita como orientação e nunca como promessa de alta.
- Atendimento online: plataforma usada, como a sessão acontece, cuidados de sigilo na conexão e a explicação de que a indicação do formato remoto é avaliada por você caso a caso.
- Recibo e reembolso: como o recibo é emitido, com seu nome e CRP, e o caminho geral para pedir reembolso, lembrando que documentos e regras variam por operadora e por contrato. O valor da sessão não aparece na página; é informado de forma reservada a quem entra em contato.
- Primeira sessão: o que acontece, quanto dura, o que levar e o que será perguntado.
- Sobre: formação, ano de formatura, instituição, especializações reais e CRP, sem título que você não possua.
- Sigilo e privacidade: o dever de sigilo profissional junto com a LGPD, dizendo o que é guardado, por quanto tempo e quem acessa.
- Artigos: textos educativos na régua do Art. 19, sobre as dúvidas da sua área, que são o material que buscadores e assistentes de IA leem.
- Contato por WhatsApp com os horários reais de atendimento e o aviso de que o canal não serve para crise; em urgência, a indicação é o CVV (188) ou o SAMU (192).
- Consultório, se houver atendimento presencial: bairro, acessibilidade, se a sala de espera é compartilhada com outros profissionais e como é a chegada, informações que pesam para quem se preocupa com sigilo antes mesmo da primeira sessão, com a página ligada ao seu perfil no Google.
Atendimento online: o que a Resolução CFP nº 9/2024 mudou
Muita página de psicólogo ainda fala em cadastro no e-Psi. Esse requisito acabou. A Resolução CFP nº 9, de 18 de julho de 2024, revogou as Resoluções CFP nº 11/2018 e nº 4/2020 e entrou em vigor 30 dias após a publicação, e a plataforma e-Psi foi desativada em 31 de agosto de 2024. Hoje o atendimento por tecnologias digitais pede registro ativo no CRP e capacitação para o serviço que você presta, o mesmo dever do Art. 1º, alínea b, do Código, e não cadastro prévio.
O que a norma vigente pede é outra coisa. O Art. 3º põe na conta da profissional avaliar a viabilidade e a adequação das tecnologias digitais às atividades, e a responsabiliza pelas manifestações públicas sobre esses serviços, incluindo divulgação, propaganda e produção de conteúdo. Ou seja: a página de terapia online faz parte do que você responde perante o Conselho.
Por isso a página não afirma que o formato online serve para todo mundo. Ela explica como o atendimento remoto funciona e deixa claro que a indicação é avaliada por você, caso a caso. Se o seu site atual ainda cita e-Psi, cadastro autorizado ou selo de atendimento online, esse texto sai na revisão.
O formulário também muda. Ele pede nome, contato e preferência de horário, nunca queixa, sintoma ou histórico: queixa digitada em formulário vira dado pessoal sensível sob a LGPD antes mesmo de existir uma primeira sessão.
O primeiro passo é um diagnóstico gratuito pelo WhatsApp. Conferimos se o seu nome aparece com o CRP nas buscas por abordagem e por convênio na sua cidade e se algum texto seu publicado ainda cita regra revogada, como o e-Psi, e mostramos o que dá para corrigir, sem prometer posição nem citação.
- Registro ativo no CRP conferido, e nenhuma menção a e-Psi, cadastro autorizado ou selo de atendimento online.
- Página de atendimento online que deixa a adequação do formato para a sua avaliação caso a caso, como pede a Resolução CFP nº 9/2024.
- Formulário sem campo de queixa, sintoma ou histórico clínico.
- Aviso claro de que o site não é canal de urgência, com os números do CVV e do SAMU.
- Revisão e aprovação de todo texto por você, com CRP conferido, antes de publicar.
O que entra no projeto
Arquitetura por abordagem e por demanda
Mapa de páginas que separa o que você pratica (TCC, psicanálise, ACP, DBT e técnicas em que você tem formação) do que você atende (ansiedade, luto, casal, infantil), para que cada busca caia na página certa, com nome, CRP e número de registro visíveis em todas elas.
Conteúdo em pergunta e resposta
As dúvidas reais de quem procura terapia, de convênio e reembolso até primeira sessão e sigilo, escritas com resposta direta no começo, sem previsão de resultado, sem preço como propaganda e sem depoimento de paciente.
Base técnica que mostra o seu CRP para busca e para IA
Nome, CRP e abordagem em texto no HTML inicial, e não só em imagem; dados estruturados de pessoa e serviço coerentes com o que você realmente pratica; sitemap, aviso imediato aos buscadores quando uma página muda (IndexNow) e site liberado para rastreadores de IA, com formulário que não coleta queixa clínica.
Perguntas frequentes
Isso não fere o Código de Ética do CFP? Tenho medo de levar representação por fazer propaganda.
O Art. 20 da Resolução CFP nº 010/05 não proíbe divulgar. Ele exige que apareçam seu nome completo, o CRP e o número de registro, e veda coisas específicas: preço como propaganda, previsão taxativa de resultados, autopromoção em detrimento de outros profissionais, atividade privativa de outra categoria, divulgação sensacionalista das atividades profissionais e referência a título que você não tenha. Um site construído dentro desses limites não elimina o risco de representação, que depende também do que você publica em outros canais, mas deixa um registro público e datado do cuidado com a norma. A responsabilidade ética continua sendo sua, e por isso cada texto passa pela sua aprovação antes de publicar.
Eu já tenho Instagram e perfil em plataforma de agendamento. Para que um site?
Os dois aparecem no Google, então a questão não é existir na busca. É formato. A legenda não comporta a explicação de como pedir reembolso com um recibo que traga seu nome e CRP, e o carrossel sobre TCC não vira uma página com título próprio que responda qual a diferença entre TCC e psicanálise. Na plataforma de agendamento, a sua ficha entra numa lista ao lado de colegas da mesma abordagem, na ordem que a plataforma decide, e o texto segue o molde dela. Como a Resolução CFP nº 9/2024 responsabiliza você pelo que é divulgado sobre o seu atendimento, faz diferença ter um lugar em que cada dúvida de paciente tem URL, título e dados estruturados com o seu CRP, e em que cada frase passou pela sua revisão.
Ninguém pesquisa site para psicólogo no Google. Se essa palavra não tem busca, por que a página existe?
Faz sentido perguntar. Quem precisa te encontrar não é outro psicólogo, é quem está pensando em começar terapia, e essa pessoa busca com outras frases: psicólogo que atende pelo plano, reembolso de psicólogo, psicólogo ou psiquiatra, diferença entre TCC e psicanálise. Qual dessas tem mais procura na sua cidade a gente mede no diagnóstico, com dado de ferramenta de palavra-chave, antes de decidir quais páginas escrever. O site é construído sobre essas perguntas, não sobre a expressão que trouxe você até aqui.
Não vou publicar depoimento de paciente. Sem prova social, o site funciona?
Você troca prova social por clareza: a abordagem explicada em português, o que acontece na primeira sessão, quanto ela dura, como funciona o sigilo, como pedir reembolso. Quem lê isso chega ao WhatsApp já sabendo o que vai encontrar. Sobre o depoimento em si, a cartilha do CRP-MG admite o relato com identidade preservada ou autorização expressa, mas não o recomenda quando o foco é promover o profissional. Nós não publicamos, por escolha editorial. Quanto a ausência dele pesa no seu caso só a medição do seu site mostra.
Meus pacientes vêm por indicação. Site não vai mudar nada.
Na terapia, a indicação costuma chegar com perguntas que a amiga que indicou não sabe responder: atende pelo meu plano, emite recibo para reembolso, faz online, atende adolescente, qual é a abordagem. A pessoa pode preferir resolver isso sozinha antes de escrever para uma desconhecida sobre um assunto íntimo. Se a busca pelo seu nome devolve seu CRP, a abordagem explicada e a página sobre recibo, ela chega à primeira mensagem com essas dúvidas respondidas. Se devolve só a sua ficha numa plataforma de agendamento, ao lado de colegas da mesma abordagem, a indicação que era sua passa a dividir a tela com eles.
Vocês garantem primeira página no Google e que a IA vai me citar?
Não, e desconfie de quem garantir. Se a sua página vai aparecer para psicólogo de TCC que atende pelo plano na sua cidade depende de quantos colegas já respondem essa pergunta, há quanto tempo e com que reputação, e nada disso está nas mãos de uma agência. Garantir resultado, aliás, seria fazer com o seu marketing o que a alínea e do Art. 20 proíbe você de fazer com a terapia. O que depende de nós: páginas por abordagem e por dúvida de convênio, seu nome e CRP legíveis no HTML, dados estruturados corretos, sitemap, aviso imediato aos buscadores quando uma página muda (pelo protocolo IndexNow, aceito pelo Bing e pelos buscadores participantes) e site aberto para rastreadores de IA. Quando cada página vai ser indexada é decisão do buscador. Medimos e mostramos o que acontece; não vendemos posição.
Posso anunciar atendimento online no meu site?
Pode. Desde a Resolução CFP nº 9/2024 não existe mais cadastro prévio no e-Psi, que foi desativado em 31 de agosto de 2024. O que se pede é registro ativo no CRP e capacitação para o serviço que você oferece, no sentido do Art. 1º, alínea b, do Código de Ética. A resolução vigente coloca na sua avaliação técnica a adequação do atendimento remoto a cada caso e responsabiliza você pelo que é divulgado sobre esse serviço. Por isso a página de atendimento online explica o formato sem prometer que ele serve para todo mundo, e qualquer menção antiga a e-Psi sai do site na revisão.
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